O que você pensa? Como você se sente? O que você faz?
Essas três perguntas fundamentais guiam o entendimento de como nos posicionamos no mundo. Altos e baixos emocionais fazem parte da vida cotidiana, e você pode notar que, quando está sob estresse, os sintomas tendem a se intensificar.
A psicoterapia, pode te ajudar a desenvolver habilidades para compreender suas emoções e a refletir, com base nas suas metas terapêuticas, sobre novas formas de lidar com a realidade. Se você luta contra ansiedade, depressão ou emoções desconfortáveis, indesejáveis e perturbadoras, a abordagem da TCC pode oferecer ferramentas valiosas para esse enfrentamento.
Para compreender esses quadros, é fundamental observar que os manuais diagnósticos buscam padronizar a comunicação clínica, mas a experiência de cada pessoa é atravessada por sua individualidade, sua realidade social e econômica.
Depressão
No DSM 5, a investigação do Transtorno Depressivo Maior exige a presença de pelo menos cinco sintomas por duas semanas, sendo que um deles deve ser, obrigatoriamente, o humor deprimido ou a perda de interesse e prazer. A CID 11 segue uma linha muito próxima, focando no Episódio Depressivo. Os sintomas principais incluem:
- Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias.
- Acentuada diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades.
- Alterações significativas no peso ou no apetite, seja por redução ou aumento.
- Distúrbios do sono, como insônia (pouco sono) ou hipersonia (muito sono), quase diariamente.
- Agitação ou retardo psicomotor observável por outras pessoas.
- Fadiga ou perda de energia constante.
- Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva.
- Capacidade diminuída para pensar, concentrar-se ou tomar decisões.
- Pensamentos recorrentes sobre morte, ideação suicida ou tentativas de suicídio. Na CID 11, enfatiza-se que esses sintomas devem representar uma mudança no funcionamento prévio do indivíduo e causar sofrimento significativo, sempre considerando que as manifestações podem variar conforme o suporte social disponível.
Ansiedade
Embora existam vários transtornos ansiosos, o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é a referência central para os sintomas de ansiedade persistente em ambos os manuais. De acordo com o DSM 5 e a CID 11, os sintomas envolvem:
- Ansiedade e preocupação excessivas sobre diversos eventos ou atividades, ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos seis meses.
- Dificuldade em controlar a preocupação, que se torna invasiva.
- Inquietude ou sensação de estar com os nervos à flor da pele.
- Cansaço fácil ou fadiga.
- Dificuldade em concentrar-se ou sensações de branco na mente, esquecimento. Irritabilidade, que pode ser influenciada por fatores externos e estressores cotidianos.
- Tensão muscular persistente.
- Perturbação do sono, como dificuldade em adormecer ou sono insatisfatório. A CID 11 destaca que, além desses pontos, a ansiedade costuma vir acompanhada de sintomas somáticos, como palpitações ou sudorese, e uma apreensão constante de que algo terrível possa acontecer. É importante notar que a intensidade desses sintomas é modulada pelas oportunidades de vida e pelo contexto em que a pessoa está inserida.
Para compreendermos esse processo, observamos três componentes das experiências emocionais: o cognitivo, que envolve o nosso mental; o fisiológico, que se manifesta no nosso corpo; e o comportamento, que reflete as nossas ações e o que fazemos diante das situações.